Vinícius
H. F. Gonçalves
Falar de ética é algo que pode gerar muita polêmica,
ainda mais contextualizada no ambiente da comunicação empresarial. A
comunicação tem o poder de impor o medo e disseminar a paz, dependendo da forma
como é usada ela pode construir e destruir.
No mundo globalizado da Internet, podemos perceber
nitidamente a falta de diálogo, negociação e entendimento entre capital e
trabalho, governos e cidadãos, empresas e clientes, instituições de ensino e
estudantes, políticos e eleitores, mídia e opinião pública, poderes
constituídos e populações de excluídos. Falta flexibilidade e abertura para o
diálogo, para se estabelecer canais abertos de comunicação. Toda a sociedade
que reprima o diálogo, a conversação e a liberdade de expressão, estará
conspirando contra a saudável formação das personalidades e o pleno
desenvolvimento de competências e talentos humanos.
Atualmente, o nosso mundo exige cada vez mais que
adotemos padrões de conduta ética que valorizem o ser humano e o meio-ambiente.
As organizações que são socialmente responsáveis estão com um preparo melhor para garantir a
sustentabilidade de seus negócios preservando a ética, por estarem em sincronia
com as novas dinâmicas que afetam a sociedade e o mundo empresarial.
Para que uma empresa seja considerada exemplo de
ética e socialmente responsável, é
necessário que vá além de suas obrigações legais e procure fazer diversas ações
para promover e manter sua imagem, isso cabe a todas que são abertas ao diálogo
e à busca de soluções para os problemas que afetam toda a sociedade.
As empresas que melhor se espelham na ética, são
aquelas que se comunicam e promovem a comunicação interna e externa como uma
extensão dos seus princípios e valores. São as empresas que reconhecem a função
estratégica da comunicação para o estabelecimento de uma gestão empresarial
socialmente responsável. Apesar de intangível, a comunicação é uma das bases
concretas que expressa a maneira de ser da empresa e, por isso, tem muito a ver
com a sua cultura.