segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tecnologia e educação

Leonardo T.  Muratore

O Ensino à distância (ou EAD) é a grande tendência (e polêmica) entre as universidades brasileiras. Ao associarem o termo “à distância” ao “ensino”, a maioria se questiona se isso pode mesmo funcionar. O debate é mesmo delicado, afinal, estão envolvidas as experiências dos estudantes.

O aumento do número de cursos a distância aponta uma eficiência com preços acessíveis. Além disso, os cursos abrem portas para novos métodos de ensino, o que é ótimo, mas é de se questionar se esses métodos são eficazes, mesmo mantendo educadores e estudantes separados. Num ambiente escolar tradicional, a tecnologia pode aproximar os alunos do conteúdo e envolvê-los com temas atuais, além de melhorar muito a experiência dentro de sala de aula.
Há ainda outros que perguntam se aulas incrementadas pela tecnologia também são tão eficientes. É uma questão de aproveitá-las ao máximo, para que a instituição não transforme um equipamento caro em um elefante branco (infelizmente, o fato mais comum). O desafio do EAD é tirar essa proposta de integrar os alunos com os professores de dentro das salas de aula moderna, modificar e transmiti-la a universitários, seja pela internet, TV ou outros meios. Um senhor desafio.

Mesmo assim, o EAD é algo que merece a atenção de  todos que se envolvem com a educação, sejam estudantes ou professores. Só o tempo nos dirá se esse modelo é realmente eficiente, e se oferece profundidade de verdade para os alunos. E, claro, se é possível aprender ‘de longe’.

Ainda há outro lado, talvez um dos mais sensíveis da discussão que vale uma última reflexão: Será possível uma pessoa aprender, de forma completa, através de vídeos online ou presenciais, questionários cronometrados, materiais de apoio e outros artifícios, se ela frequenta uma sala de aula desde a infância? É nessa resposta em que devemos pensar.