Ana Carolina C. Sasaki
Hoje em dia nem sequer passa pela
mente das pessoas um mundo sem tecnologia, seja ela pra que fim for. Há nem
tanto tempo atrás, as descobertas às vezes eram feitas quase que por acaso,
algo era feito para um determinado fim e, depois, a partir dele, outras coisas também poderiam
se beneficiar, com algumas mudanças e adaptações. Até hoje isso acontece,
claro, mas a busca por inovações está mais focada, e a corrida pelo novo,
diferente, está mais acelerada do que nunca.
Para tudo que usamos, precisamos
ou queremos, sempre pensamos em como aquilo poderia ser melhor, e logo ideias
mirabolantes surgem. É isso que impulsiona a tecnologia a se desenvolver: a
insatisfação humana com o que já existe. Sempre queremos mais, e agora temos a
vantagem de que a comunicação também evoluiu e incorporou essa tecnologia, ou
seja, nossas vontades já não são mais tão secretas assim.
Mas esse poder que temos agora de
nos fazer ouvir por um número cada vez maior de pessoas, tem que ser levado com
cuidado e responsabilidade, afinal, as ideias são transformadas e aperfeiçoadas
para os mais diversos fins, como já comentamos uma criação feita com um intuito
pode ser convertida para outro. Além disso, o avanço em excesso e descontrolado
pode nos levar a um estado quase que “vegetativo” de existir, onde tudo será
criado para fazer nossas vontades. Até o hábito básico de se comunicar com
alguém já foi afetado e para muitos depende única e exclusivamente de
tecnologia pra acontecer.
A tecnologia tem que ser nossa
aliada e trabalhar para nosso bem estar, e não nos deixar escravos dela, afinal,
ela é quem depende de nós para existir e não o inverso, ou pelo menos é assim
que deveria ser.