segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A sociedade da informação

Ana Carolina C. Sasaki

É possível denominar a sociedade como “Sociedade da Informação” desde que a comunicação passou a ser necessidade para o desenvolvimento humano e as mais primitivas formas de sociedade foram se formando. Mas a sociedade da informação de antes não é a mesma de hoje. O que mudou? Mudaram as ideias, os conceitos que foram atribuídos a essa expressão  e a importância que  a informação adquiriu em nossas vidas, o que passou a ser mais evidente após a revolução industrial quando o termo passou a ser efetivamente usado.

A evolução do pensamento e do conhecimento só foi possível graças à habilidade em comunicar, que desenvolvemos usando  a criatividade e os mais diferentes materiais encontrados. Desta forma, pudemos compartilhar experiências e usar essa troca de informações a favor do desenvolvimento, não só da psique humana, como também da tecnologia que nos proporciona comunicar de maneira mais eficaz a cada dia que passa.

Com as constantes evoluções na área das TICs (tecnologias da informação e comunicação) e a percepção social, é possível afirmarmos que estamos indo em direção a uma sociedade cada vez mais dependente de informação somada à tecnologia. 

Hoje, enfrentamos desafios no que diz respeito à distribuição da informação para as pessoas, o que se formos avaliar do ponto de vista histórico é um conceito que acompanha as sociedades. O acesso à informação de qualidade ainda é visto por certas pessoas como coisa da elite, só quem tem acesso a essa nova tecnologia pode ter acesso também às melhores fontes de informação.  Além da separação que conhecemos entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos, de acordo com Guevara (2000) é possível ouvirmos sobre a existência de países e grupos sociais “ricos” e “pobres” de informação. Cabe ao Estado interferir nessa situação de desigualdade que se forma e tentar criar maneiras de contorná-la,  já que o simples avanço da tecnologia, por si só, não possibilitará essa integração.

A criação de verdadeiras sociedades da informação, onde todos possam ter seu direito de acesso garantido, depende da colaboração de todas as partes.

A concentração de informação nas mãos de grandes corporações nos faz ficar de certo modo presos a uma visão, a uma forma de pensar e agir. Esta recente evolução digital nos levou a caminhos paralelos, onde os meios de comunicação de massa estão ficando sob o domínio de menos pessoas ou grupos, e o advento da internet traz a possibilidade de compartilhamento de informações entre todos.

Alguns autores formulam desafios éticos para o desenvolvimento dessas sociedades da informação, para Leal (1996) os desafios éticos da sociedade da informação, em termos de uma múltipla perda, são: perda de qualificação, associada à automação, e desemprego; de comunicação interpessoal e grupal, transformada pelas novas tecnologias ou mesmo destruída por elas; de privacidade, pela invasão de nosso espaço individual e efeitos da violência visual e poluição acústica; de controle sobre a vida pessoal e o mundo circundante; e do sentido da identidade, associado à profunda intimidação pela crescente complexidade tecnológica.