Ana Carolina C. Sasaki
É
possível denominar a sociedade como “Sociedade da Informação” desde que a
comunicação passou a ser necessidade para o desenvolvimento humano e as mais
primitivas formas de sociedade foram se formando. Mas a sociedade da informação
de antes não é a mesma de hoje. O que mudou? Mudaram as ideias, os conceitos
que foram atribuídos a essa expressão e
a importância que a informação adquiriu
em nossas vidas, o que passou a ser mais evidente após a revolução industrial
quando o termo passou a ser efetivamente usado.
A
evolução do pensamento e do conhecimento só foi possível graças à habilidade em
comunicar, que desenvolvemos usando a
criatividade e os mais diferentes materiais encontrados. Desta forma, pudemos
compartilhar experiências e usar essa troca de informações a favor do
desenvolvimento, não só da psique
humana, como também da tecnologia que nos proporciona comunicar de maneira mais
eficaz a cada dia que passa.
Com
as constantes evoluções na área das TICs (tecnologias da informação e
comunicação) e a percepção social, é possível afirmarmos que estamos indo em
direção a uma sociedade cada vez mais dependente de informação somada à
tecnologia.
Hoje,
enfrentamos desafios no que diz respeito à distribuição da informação para as
pessoas, o que se formos avaliar do ponto de vista histórico é um conceito que
acompanha as sociedades. O acesso à informação de qualidade ainda é visto por
certas pessoas como coisa da elite, só quem tem acesso a essa nova tecnologia
pode ter acesso também às melhores fontes de informação. Além da separação que conhecemos entre países
desenvolvidos e subdesenvolvidos, de acordo com Guevara (2000) é possível
ouvirmos sobre a existência de países e grupos sociais “ricos” e “pobres” de
informação. Cabe ao Estado interferir nessa situação de desigualdade que se
forma e tentar criar maneiras de contorná-la, já que o simples avanço da tecnologia, por si
só, não possibilitará essa integração.
A
criação de verdadeiras sociedades da informação, onde todos possam ter seu
direito de acesso garantido, depende da colaboração de todas as partes.
A concentração de informação
nas mãos de grandes corporações nos faz ficar de certo modo presos a uma visão,
a uma forma de pensar e agir. Esta recente evolução digital nos levou a
caminhos paralelos, onde os meios de comunicação de massa estão ficando sob o
domínio de menos pessoas ou grupos, e o advento da internet traz a
possibilidade de compartilhamento de informações entre todos.
Alguns autores
formulam desafios éticos para o desenvolvimento dessas sociedades da
informação, para Leal (1996) os desafios éticos da sociedade da informação, em
termos de uma múltipla perda, são: perda de qualificação, associada à
automação, e desemprego; de comunicação interpessoal e grupal, transformada
pelas novas tecnologias ou mesmo destruída por elas; de privacidade, pela
invasão de nosso espaço individual e efeitos da violência visual e poluição
acústica; de controle sobre a vida pessoal e o mundo circundante; e do sentido
da identidade, associado à profunda intimidação pela crescente complexidade
tecnológica.