Comunicação
e motivação consubstanciam uma relação de causa e efeito. Num ambiente em que
haja comunicação e diálogo, existe motivação para superar crises e desafios.
Quando existe uma relação de confiança e de entendimento entre dirigentes e
funcionários, uma crise pode servir para unir e entusiasmar profissionais a
buscarem inovações capazes de favorecer a conquista das metas mais ousadas.
A
maioria das empresas prefere resolver as crises de portas e bocas fechadas. A
direção resolve e ninguém fica sabendo. Algumas vezes dá certo, mas, quase
sempre, o resultado é medíocre e o problema retorna pior do que antes. Se uma
mudança estratégica ou uma crise interferem diretamente na atuação do
funcionário, a transparência, a honestidade e a ética são fundamentais, pois,
sem elas, dificilmente a empresa conseguirá o engajamento dos seus
colaboradores na busca de soluções.
Um
ambiente favorável à comunicação interna, com lideranças engajadas em promover
e consolidar a Cultura do Diálogo é capaz de encorajar a manifestação de idéias
e sugestões que podem originar inovações e identificar soluções altamente
rentáveis para a empresa como um todo. A transparência das ações, a honestidade
de propósitos e a ética corporativa trafegam necessariamente pelo caminho da
abertura para a comunicação. Em um quadro de crise empresarial, independente de
ser patrão ou empregado, a Cultura do Diálogo cria vínculos que se traduzem em
comportamentos positivos e pró-ativos, ou seja, o gestor presta, de fato,
atenção ao que o colaborador tem a falar e vice-versa.
Na
verdade, o gerente não está na posição que ocupa para dar ordens
inquestionáveis, mas para prestar atenção ao que o funcionário diz e procurar
gerar um clima de envolvimento e motivação pelo trabalho. Afinal, todos estão
ali para que se cumpram a missão, os objetivos e as metas da empresa, que,
supõe-se, sejam de conhecimento amplo e orgânico de todos que para ela
trabalham.
A
improdutividade, a perda de clientes, o defeito de máquinas e equipamentos, os
acidentes de trabalho e o não cumprimento de prazos e metas são algumas das
conseqüências geradas pela falta de diálogo e comunicação nos empreendimentos.
É comum em um ambiente fechado à conversação, a distorção das informações
administrativas e gerenciais, o que ocasiona grandes índices de desperdício e
altos custos oriundos do trabalho que precisa ser refeito.
Conflitos,
brigas e disputas internas - entre diretores, gerentes e funcionários - são
conseqüências muito comuns e constantes nas organizações que desconsideram a
importância do diálogo.
Na
atualidade, o maior desafio do mundo empresarial é incentivar o saudável
exercício do diálogo aberto e franco, sem rodeios ou intolerâncias, favorecendo
assim a convivência das diferenças. A diversidade de pensamento contribui para
o enriquecimento da criatividade da empresa na busca de soluções e inovações.
Isso depende apenas de uma estratégia de diálogo, que envolva a participação de
todos no processo de planejamento para o sucesso.
Uma
coisa é certa: o sucesso do empreendedor e dos empreendimentos depende,
necessariamente, da compreensão e aplicação da Cultura do Diálogo, tendo como
base fundamental o relacionamento humano. Esse é o principal segredo para o
sucesso na prospecção de novos negócios e para a prosperidade das iniciativas
empreendedoras.