segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Case Benetton: Unhate

Franciele Ferreira

A empresa americana Benetton marcou seu retorno à “propaganda de choque” e criou uma grande polêmica no meio publicitário ao apresentar sua nova campanha batizada de “Unhate” (algo parecido com “sem ódio”). Aparentemente, consideramos uma ideia normal, “promover a paz”, porém, ao visualizar as imagens divulgadas, nos deparamos com alguns líderes mundiais se beijando. É claro que não passam de fotomontagens, porém de certa forma, acabaram agredindo a imagem dos envolvidos. Dentre eles, o líder da igreja católica o Papa Bento XVI “beijando” Ahmed Mohamed el Tayeb Imã, da mesquita de Al Azhar no Cairo.  Horas depois do lançamento, a Igreja Católica ameaçou processar a empresa, que pediu desculpas e retirou a imagem do beijo. A campanha foi condenada pelo Vaticano que qualificou a fotomontagem como "uma grave falta de respeito com o papa" e "uma ofensa aos sentimentos dos fiéis!".


A campanha tem como objetivo dar a conhecer que o amor e o ódio estão sempre de mãos dadas através de atos carinhosos entre esses grandes líderes do mundo.
E o presidente dos EUA também não poderia faltar na história, pois aparece “beijando” o líder chinês, Hu Jintao, e em outra com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Polêmicas e discussões são inevitáveis – aliás, são até desejáveis nesse tipo de campanha. O que resta saber é se, 20 anos depois de sua última grande ação publicitária, a Benetton com “Unhate” irá encontrar respaldo de um público que, diferente daqueles consumidores das décadas de 80 e 90, vive imerso no mundo digital, com amplo acesso a informação e muito mais exigente no que toca a questões polêmicas como essas.