terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Direto do Cacto: Across the Universe

Com Jim Sturgess, Evan Rachel Wood, Joe Anderson
Direção: Julie Taymor

Musicais tiveram sua época de ouro no final da Segunda Guerra Mundial, indo até o começo da década de 60. Muitos astros como Gene Kelly e Julie Andrews tiveram seus momentos marcantes entoando canções em longas-metragem em Hollywood.
Após essa era houve um declínio do formato. O grande público começou a rejeitar essa estranha proposta, onde a história se interrompe para um número muitas vezes espalhafatoso.Nos últimos anos, houve uma recuperação desse gênero, com novos filmes musicais de grande aceitação e elogios da crítica.                                                                        Um filão desse novo fôlego que o musical tomou foi o de filmes utilizando canções de uma única banda, mostrando seus clássicos a uma nova geração [até assistir "Mamma Mia!" o que eu sabia de Abba se resumia a Dancing Queen].Um desses foi audacioso em seu projeto: um musical sobre os Beatles.                                                                             Across the Universe foi lançado em 2007, e conta a história de Jude [Jim Sturgess], um jovem inglês que vai para os EUA conhecer seu pai e Lucy [Evan Rachel Wood], uma sonhadora garota americana. Jude conhece Max [Joe Anderson], irmão de Lucy, que estuda na faculdade em que Jude encontra seu pai. O filme se passa na década de 60, mostrando os conflitos raciais, políticos e sociais da época.
Across the Universe é um musical. As músicas, como já mencionado, são dos Beatles e tem interpretações ótimas do elenco [até do desafinado Joe Anderson] e participações excelentes de convidados [Joe Cocker, Bono do U2, Jeff Beck] e são mostradas no contexto de forma majestosa. A fase psicodélica é bem interessante inclusive, mostrando a alegria sob efeito e a depressão pós uso, uma grande metáfora para o que foram os anos 70, quando a onda hippie morreu em depressão e uso de drogas mais pesadas.
Mas acima disso, a história contada é soberba. Apesar de ser sobre um casal apaixonado e estar sujeita a vários clichês, a interação com sua época e problemas pessoais e morais mostrados a torna mais humana, e assim mais bela.
Um ótimo filme, mesmo se você não gosta ou não conhece a obra dos Beatles em profundidade.

O trailer