Rafael Las Casas
Diego não conhecia o mar.
O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o
sul. Ele, o mar, está do outro lado das dunas altas, esperando.Quando o menino
e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o
mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu
fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: ‘Me ajuda a olhar!’.
(Eduardo Galeano em O Livro dos Abraços)
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: ‘Me ajuda a olhar!’.
(Eduardo Galeano em O Livro dos Abraços)
Quando
pensamos nos desafios da comunicação para as gerações que estão vindo, logo nos
deparamos com a realidade que o advento da instantaneidade da informação
trouxe. A próxima geração, chamada de “z”, terá a construção da sua personalidade
baseada, em muito, na informação que hoje em dia já nos bombardeia por meio de
um sistema cada vez mais conectado.
O grande desafio para a comunicação que a cada dia se molda mais à internet é se
tornar digna de credibilidade, capaz de proteger esses novos indivíduos das
informações falsas ou simplesmente expostas prematuramente.
É
claro que, para a educação, o acesso a informação e toda essa conectividade são
positivas. Mas como serão os filtros para que essa máquina veloz (que os
sistemas de comunicação humanos estão se tornando) não se transforme em um veículo
totalmente desgovernado? Por outro lado, existe a tênue linha entre controle da
informação e censura. Ou seja, o desafio para a comunicação moderna é imenso e
o futuro nos reserva, principalmente para nos profissionais de comunicação, um
terreno de grandes desafios.