segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Comunicação e Educação

Rafael Las Casas

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o sul. Ele, o mar, está do outro lado das dunas altas, esperando.Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: ‘Me ajuda a olhar!’.

                                                             (Eduardo Galeano em O Livro dos Abraços)

Quando pensamos nos desafios da comunicação para as gerações que estão vindo, logo nos deparamos com a realidade que o advento da instantaneidade da informação trouxe. A próxima geração, chamada de “z”, terá a construção da sua personalidade baseada, em muito, na informação que hoje em dia já nos bombardeia por meio de um sistema cada vez mais conectado.  

O grande desafio para a comunicação que a cada dia se molda mais à internet é se tornar digna de credibilidade, capaz de proteger esses novos indivíduos das informações falsas ou simplesmente expostas prematuramente.
É claro que, para a educação, o acesso a informação e toda essa conectividade são positivas. Mas como serão os filtros para que essa máquina veloz (que os sistemas de comunicação humanos estão se tornando) não se transforme em um veículo totalmente desgovernado? Por outro lado, existe a tênue linha entre controle da informação e censura. Ou seja, o desafio para a comunicação moderna é imenso e o futuro nos reserva, principalmente para nos profissionais de comunicação, um terreno de grandes desafios.